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Demanda da micro e pequena empresa por crédito cai 6,4% em abril, diz SPC

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Micro e pequeno empresariado brasileiro não pretende realizar investimentos em seus negócios (Foto: Divulgação)

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) apuraram que a demanda por credito das micros e pequenas empresas (MPEs) caiu 6,4% na passagem de março para abril frente a economia brasileira ainda com dificuldades para se recuperar.

Na escala do indicador, o resultado ficou em 12,36 pontos, número inferior a março com 3,20 pontos. Isso porque, quanto mais próximo de 100, maior é a probabilidade dos empresários procurarem crédito e quanto mais próximo de zero, menos propensos eles estão para tomar recursos emprestados.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o Brasil levará tempo para restaurar a confiança perdida. Por isso que muitos empresários ainda vão demorar a se sentir confiantes o suficiente para tomar crédito, fazer investimentos e comprometer o orçamento da sua empresa com dívidas à espera de um retorno no futuro.

De acordo com o indicador, apenas 6% dos micro e pequenos empresários expressaram a intenção de contratar crédito nos próximos 90 dias, contra 85% de entrevistados que não têm esse objetivo, os demais 7% não souberam responder a pergunta.

Entre os empresários que rejeitam buscar recursos de terceiros nos próximos três meses, conseguir manter o negócio com recursos próprios é a principal razão, mencionada por 48%. As altas taxas de juros também pesam nessa decisão, sendo a justificativa de 19% desses empresários. A insegurança com as condições econômicas do país em virtude da recessão foi mencionada por 14%.

O micro e pequeno empresariado brasileiro também tem se mostrado pouco interessado em realizar investimentos em seus negócios. O indicador de propensão a investir registrou somente 29,84 pontos em abril, pouco acima dos 28,44 pontos observado em março.

O relatório apontou que apesar do cenário difícil 25% dos empresários disseram que pretendem fazer algum investimento nos próximos 90 dias. Entre essa parcela minoritária de empresários, a principal motivação para investir é aumentar as vendas, mencionada por 48% desses empresários.

Os empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (66%), ou resultante da venda de algum bem (14%). Há ainda 13% que mencionam o empréstimo em bancos e financeiras.

A opção pelo capital próprio deve-se, principalmente, ao fato de os juros bancários serem muito altos, citado por 49%

(Da redação)


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