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F-Secure mostra que Rússia está por trás de ataques cibernéticos do grupo “The Dukes”

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Organizações dos EUA, Europa e Ásia são os alvos preferenciais dos ataques realizados por esse grupo nos últimos sete anos (Foto: Divulgação)

A F-Secure, empresa especializada em segurança e privacidade digital, revelou por meio do relatório desenvolvido pelo F-Secure Labs que vários ataques cibernéticos estão ligados a um grupo de hackers patrocinados pela inteligência russa. O estudo, batizado de whitepaper, fornece uma análise aprofundada de um grupo de hackers denominado “The Dukes”, apontando que nos últimos sete anos aconteceram diversos ataques contra governos e organizações nos EUA, na Europa e na Ásia.

O relatório fornece uma descrição detalhada dos “Dukes” – grupo de hackers que utiliza um conjunto específico de ferramentas de malware para roubar informações infiltrando-se em redes de computadores. Segundo o levantamento, o grupo tem utilizado essas ferramentas para desferir ataques cibernéticos, colaborando com a coleta de dados da inteligência da Rússia nos últimos sete anos.

Os alvos específicos dos ataques analisados incluem o antigo Centro de Informações Georgianas da OTAN (agora denominado Centro de Informações da OTAN e da UE), o Ministério de Defesa da Geórgia, os ministérios de relações exteriores da Turquia e de Uganda, e outras instituições governamentais e órgãos de assessoria política dos EUA, da Europa e da Ásia Central.

Para Artturi Lehtiö, F-Secure Researcher à frente desta investigação, o relatório reforça as afirmações de que este grupo de hackers é apoiado pela Rússia e trabalha para entregar à inteligência russa informações estratégicas e sigilosas. “Essas conexões proveem evidências que ajudam a estabelecer de onde os ataques se originaram, o que eles buscavam, como foram executados e quais eram os objetivos. Todos os sinais apontam para um patrocínio estatal russo sobre essas atividades.”

Os hackers Dukes usam nove diferentes variantes de conjuntos de ferramentas de malware e, embora muitos desses conjuntos de ferramentas já fossem conhecidos pelos pesquisadores, à descoberta de duas novas variantes permitiu que Lehtiö estabelecesse novas conexões entre o grupo e os ataques.

A empresa confirmou que o estudo tem suma importância para países do Norte da Europa, uma vez que países menores como a Suécia e Finlândia são, particularmente, vulneráveis a esse tipo de espionagem. Os países nórdicos e bálticos estão sempre tentando equilibrar os interesses russos e ocidentais; enquanto a Rússia usa suas estratégias de ataque cibernético para encontrar maneiras de deslocar o equilíbrio em seu favor.

(Da redação)


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